Paulo Freire

domingo, 4 de dezembro de 2011

Cine Califórnia Itinerante aporta no Cabo de Santo Agostinho


Gestão pública eficiente é um direito de todo cidadão. Quando nos deparamos com tal conquista, principalmente na educação, ficamos impressionados e orgulhosos com os seus efeitos no aumento da qualidade de vida dos alunos, professores e de todos os funcionários envolvidos na atividade escolar. A equipe do Cine Califórnia Itinerante sentiu este clima agradável no ar, de tudo no seu lugar, logo que chegou à Escola Estadual Epitácio Pessoa, no Cabo de Santo Agostinho, na sexta (14/10).

Nossa sessão estava marcada para começar às 13h30 e, como sempre, chegamos uma hora antes para deixar os equipamentos na agulha, almoçar na escola - que também funciona em horário integral - e aguardar o início da sessão do curta pernambucano Nº 27, de Marcelo Lordello e do longa-metragem gaúcho Houve uma vez Dois Verões, de Jorge Furtado. O nosso público alvo foram os estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio.

Alguns detalhes nos chamaram a atenção, como por exemplo: a cordialidade entre professores e alunos que se encontravam nos corredores e principalmente no relacionamento estabelecido pelo gestor com a sua equipe de trabalho, que se mostrou desde o começo muito interessada no desenvolvimento da ação cineclubista, fazendo malabarismos para que a seleção dos alunos que participariam da exibição fosse o mais democrática possível. ”Temos uma lista de alunos para cada atividade cultural. É uma briga, pois são muitas e todos querem participar”, nos conta empolgada, a educadora de apoio da instituição, professora Joana.

A montagem da sala aconteceu rapidamente com a ajuda dos alunos e especialmente com a força do estudante Edilson, que demonstrou grande afinidade com o manuseio dos equipamentos para a projeção dos filmes. Na volta do almoço, para nossa surpresa, a turma já estava toda na sala vendo outro filme. Pararam o que estavam assistindo  e com a mesma concentração se voltaram para a exibição programada do Cine Califórnia Itinerante, cuja temática atual aborda os anseios da adolescência.

Durante a exibição do segundo filme, Houve uma vez Dois Verões, de Jorge Furtado, uma menina soltou essa: coitadinha da mulher, ele come e sai dizendo pros caras!!! Risos de toda a platéia.

Por que Nº 27? Alguém sabe me dizer o motivo do filme ter este nome? Inicia o debate, logo após a sessão dos dois filmes, a coordenadora do Cine Califórnia, Ruth Pinho. Risos e barulho na sala, mas nenhuma resposta! E continua explicando o conteúdo do primeiro filme: 27 era o número de chamada do garoto que sofreu bulling. O que vocês acharam do filme? Alguém já viveu situação parecida? “Eu nunca mais voltava para a escola. O outro ainda foi carregando a camisa dele como um troféu pelo corredor”, falou Yhêggo Gutierrez, 15 anos muito desconfiado.

Quando o debate do segundo filme esquentou, apareceram algumas opiniões contrastantes, como foi o caso do estudante Jonas Gomes, de 14 anos, que disse: “Segundo a lei do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA o relacionamento deles foi longe demais”. Já a estudante Amanda Felícia, 15 anos, defendeu o jovem casal ao afirmar: “Acho que eles só queriam curtir a vida”. Assovios e aplausos marcaram o final do debate com muita instigação. Para o sorteio foram oferecidos DVDs do filme Incenso do cineasta pernambucano (in memorian) Marcos Hanois - baseado na poesia do também pernambucano, Ascenso Ferreira - e livros de literatura de cordel do projeto Incenso na Escola, além pipoca de graça para todos e ainda uma sessão de fotos para a memória do Cine Califórnia Itinerante.







Cine Califórnia Itinerante é um projeto do Cine Califórnia, patrocínio do Funcultura/ Audiovisual, Fundarpe, Secretaria de Educação e Governo de Pernambuco, através do 3º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco/ FUNCULTURA 2009-2010, com apoio do MinC/ Regional NE e Federação Pernambucana de Cineclubes/ FEPEC e ao Conselho Nacional de Cineclubes/ CNC.

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