Paulo Freire

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cineclube Cidadania inicia suas atividades no Colégio Estadual João Barbalho



Por Ana Cláudia Vasconcelos (jornalista cultural e cineclubista – 81* 9160 5301)

Como um adolescente que estuda na escola pública pode se transformar de fato num cidadão?  O Cineclube Cidadania foi criado para refletir e propor sugestões que possam viabilizar as respostas desta pergunta para os alunos do Colégio Estadual João Barbalho. Começou na última terça (03/04), a partir das 19hs, com a exibição do longa-metragem (100min) O Contador de Histórias, de Luiz Vilaça, para cerca de 100 alunos do Ensino Médio. E continua toda primeira terça-feira do mês, na sala do Centro de Tecnologia/CTE com a proposta de levar para estes adolescentes filmes nacionais com conteúdos que reflitam os direitos humanos.

“A ideia é debater com os alunos, logo após cada sessão, de que forma será possível praticar como cidadão a temática desenvolvida no filme”, destaca a jornalista cultural, cineclubista e coordenadora do Cineclube Cidadania, Ana Cláudia Vasconcelos. O Contador de Histórias, de Luiz Vilaça, mostra a vida real de Roberto Carlos Ramos, pedagogo mineiro e um dos melhores contadores de história da atualidade, que foi criado na Febem, desde os seis anos de idade. Aos 13 anos ele conhece a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que mudou sua vida radicalmente.

Para quem não conhece, o Colégio João Barbalho foi uma das escolas públicas do Grande Recife que ofereceu uma excelente qualidade de ensino para seus alunos, sendo responsável nas décadas de 70 e 80, pela formação de muita gente boa que se encontra hoje na faixa dos 40 para 50 anos de idade. Está situado no Parque 13 de Maio, no Bairro da Boa Vista, pulmão do Centro do Recife.

Há aproximadamente 35 anos o colégio foi palco da história de uma turma de adolescentes que, entre outros que estudaram no João Barbalho, empreenderam na vida e criaram raízes na escola. Esta turma, sensibilizada pelo desafio assumido pela atual diretoria - em relação ao enfretamento do consumo e venda de crack dos estudantes dentro do estabelecimento de ensino - resolveu se reunir novamente para oferecer ao Colégio João Barbalho novas oportunidades de projetos sociais.

“Eu fiz parte desta turma e assim como o colega e professor Valdecy Gusmão - que já está dentro da escola realizando oficinas preparatórias de Português e Matemática para o Instituto Federal de Pernambuco/IFPE (antiga escola técnica) com os alunos do Ensino Fundamental II - estou contribuindo com a formação da reflexão cidadã através do audiovisual para o estudantes do Ensino Médio, que estão se preparando para escolher uma profissão, prestar vestibular e entrar numa faculdade”, finaliza a jornalista.

Acesse o meu blog: cinemaeeducacao@blogspot.com